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Alexandre Favaios, presidente da Câmara de Vila Real, sublinhou que o território tem conseguido manter-se atrativo, mas precisa de "outra forma de se organizar". Para o autarca, "os municípios não podem continuar a competir uns com os outros" e devem construir uma resposta mais agregadora, capaz de mostrar que juntos "são mais fortes".

A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, deixou a mesma preocupação. Avisou que houve "algum retrocesso" quando se abandonaram políticas de diferenciação para o Interior. Sem esses instrumentos, o investimento tende a acontecer onde há mais infraestruturas e massa crítica. E foi clara: "Só existe território enquanto houver pessoas e atividades económicas".

Por isso, considera essencial "criar emprego, atrair investimento e valorizar o Ensino Superior, a investigação e a tecnologia".

Por seu lado, Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves, apontou a burocracia como um dos maiores entraves.

"Não podemos ter em Portugal processos que demoram dois, três e cinco anos a ser aprovados", afirmou, dando como exemplo uma autorização da Direção-Geral de Energia e Geologia para uma exploração de energia solar que aguarda "há dois anos". Para o autarca, a administração pública tem de ser "mais amigável para o investimento" e o setor público deve funcionar como "facilitador".

Acrescentou que, no caso dos territórios de fronteira, é também preciso "estabelecer mais ligações a Espanha" e apostar numa "competição colaborativa" entre municípios, empresas e agentes económicos.

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