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Alemanha, França e Reino Unido afirmaram este domingo, num comunicado conjunto, que estão preparados para levar a cabo “as ações defensivas necessárias e proporcionais” para “destruir” as capacidades militares do Irão, diz o El País.

A declaração surge num contexto de escalada militar no Médio Oriente, marcada por ataques e contra-ataques entre forças norte-americanas, israelitas e iranianas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu, numa entrevista ao Daily Mail, que a guerra poderá prolongar-se por cerca de quatro semanas. Contudo, anteriormente, em declarações à revista The Atlantic, afirmou que os novos líderes iranianos lhe pediram para negociar com Washington. Horas antes, numa intervenção na Fox News, tinha informado que a Operação Fúria Épica já provocara a morte de 48 dirigentes iranianos.

Entre as vítimas encontra-se o ayatollah Ali Jamenei, bem como sete altos responsáveis do regime iraniano, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohamed Pakpur. Segundo Trump, foi também destruído quase por completo o quartel-general naval iraniano e afundados nove navios.

Num vídeo divulgado na sua rede social Truth, o presidente norte-americano deixou um aviso direto à Guarda Revolucionária iraniana: “Deponham as armas e recebam imunidade total ou enfrentem uma morte certa.”

Em resposta, forças iranianas lançaram mísseis e drones contra bases norte-americanas localizadas na Arábia Saudita, no Barém, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar, bem como contra Israel. A escalada tem provocado um aumento significativo da tensão regional e levado vários aliados ocidentais a reverem o seu posicionamento estratégico.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, dirigiu-se novamente ao país através de uma mensagem em vídeo para explicar as decisões tomadas pelo seu Governo relativamente à situação no Médio Oriente. Embora tenha reiterado que o Reino Unido não participou nos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel, sublinhou que o Irão “está a atingir interesses britânicos e a colocar em risco cidadãos britânicos, assim como os nossos aliados na região”.

De forma coordenada com Alemanha e França, Starmer decidiu reforçar a participação militar britânica na região. Depois de já ter advertido que aviões de combate da RAF sobrevoavam o Médio Oriente em missões defensivas, o chefe do Governo anunciou que autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases britânicas para um objetivo que classificou como defensivo, específico e limitado: destruir os mísseis iranianos na origem, ou seja, nos depósitos onde estão armazenados.

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