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A Alemanha sofreu uma derrota diplomática inesperada ao falhar a eleição para um dos lugares rotativos do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo o The Guardian, o resultado desencadeou um intenso debate político em Berlim sobre o papel internacional do país e a estratégia externa do chanceler Friedrich Merz.

Na votação realizada na quarta-feira na Assembleia-Geral da ONU, os Estados-membros elegeram Portugal, Áustria, Trindade e Tobago e Zimbabwe para mandatos de dois anos no Conselho de Segurança.

Apesar de ter manifestado confiança numa vitória poucas horas antes da votação, a Alemanha reuniu apenas 104 votos, muito abaixo dos 127 necessários para assegurar a eleição. Portugal obteve 134 votos e a Áustria 131, superando claramente a candidatura alemã numa disputa pouco habitual entre parceiros da União Europeia.

Portugal no Conselho de Segurança da ONU. "Não terá veto, mas terá voto, voz e capacidade de influenciar"
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O resultado representa um revés para o governo liderado por Friedrich Merz, que tem procurado afirmar a Alemanha como uma das principais vozes europeias nos assuntos internacionais.

A exclusão de Berlim do órgão mais poderoso das Nações Unidas surge num momento em que o executivo alemão tenta reforçar a sua influência diplomática em dossiers como a guerra na Ucrânia, a segurança europeia e as relações transatlânticas.

A votação desencadeou uma onda de análises e críticas na Alemanha, com observadores políticos a questionarem a capacidade do país para mobilizar apoios internacionais e a eficácia da sua estratégia diplomática recente.

Friedrich Merz procurou minimizar o impacto político da derrota, felicitando os países eleitos e assegurando que o compromisso alemão com as Nações Unidas permanece inalterado.

"A Alemanha continua a ser um pilar fiável do multilateralismo", afirmou o chanceler, acrescentando que o país continuará a agir "com determinação e sentido de responsabilidade".

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros: cinco permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e dez membros não permanentes eleitos por períodos de dois anos.

Para Portugal, a eleição representa um regresso ao Conselho de Segurança e um reforço da sua presença diplomática nas Nações Unidas, num mandato que terá início em janeiro do próximo ano.

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