O anúncio foi feito pelo diretor executivo da AIE, Fatih Birol, numa declaração ao início da tarde. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos 32 países membros, incluindo Portugal, após várias reuniões com governos de produtores e consumidores.

Segundo Birol, a medida visa responder imediatamente ao impacto do conflito, mas alerta que "para repor os fluxos estáveis de petróleo e gás natural é preciso restabelecer a navegação marítima no Estreito de Ormuz".

Os 400 milhões de barris libertados representam um terço das reservas estratégicas dos países membros da AIE, equivalendo a quatro dias de consumo mundial e 20 dias dos produtos que normalmente transitam pelo Estreito de Ormuz.

A iniciativa surge num momento crítico para os mercados globais de energia, que enfrentam pressões devido à interrupção no transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico.