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Embora tenha sido inicialmente referida como “contaminação”, o diretor da infraestrutura esclareceu à agência Lusa que se trata sobretudo de não conformidade do produto com os padrões de qualidade.

Vítor Pereira explicou que o problema está sobretudo relacionado com o facto de o produto não cumprir os padrões de qualidade definidos, o que levou à decisão de não o colocar no mercado por razões de segurança, sublinhando que, na aviação, a segurança é a prioridade absoluta.

Na sequência desta situação, foi necessário suspender temporariamente o abastecimento de aeronaves civis na aerogare, o que poderia afetar voos comerciais e ligações regulares, incluindo operações da TAP e da SATA. No entanto, as autoridades garantem que a operação aérea não será interrompida, uma vez que a aerogare dispõe de reservas de combustível suficientes para assegurar os voos programados até à chegada de novo abastecimento.

Para mitigar eventuais riscos, foi também pedido às companhias aéreas que operam na ilha Terceira que aterrem com níveis de combustível superiores ao habitual, de forma a reduzir a dependência do abastecimento local durante este período.

Em paralelo, foram ativados mecanismos de contingência logística para reforçar rapidamente os stocks, incluindo o envio de combustível por via marítima a partir de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e de Lisboa, com a previsão de chegada de navios nos dias seguintes. Segundo a direção da aerogare, estas medidas deverão permitir a normalização da situação num prazo estimado de dois a três dias. Foi ainda indicado que, em situações de emergência médica, os voos poderão ser desviados para Ponta Delgada enquanto o abastecimento não estiver totalmente regularizado.

Importa salientar que esta situação está circunscrita ao setor civil da infraestrutura. As operações militares na Base das Lajes, incluindo as atividades das forças norte-americanas ali estacionadas, não foram afetadas, uma vez que utilizam sistemas de abastecimento distintos. O ministro da Defesa, Nuno Melo, confirmou publicamente que não existe qualquer problema no fornecimento de combustível para fins militares.

O Bloco de Esquerda dos Açores pediu esclarecimentos urgentes ao Governo Regional e ao Governo da República, considerando a situação grave e alertando para possíveis impactos na segurança operacional, na gestão da infraestrutura e no transporte aéreo de passageiros e mercadorias. O partido exige também esclarecimentos sobre a origem do problema, eventuais falhas de fiscalização ou manutenção, e as medidas de prevenção adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

S como uma “marca de água” própria e afirmou que o partido quer recuperar espaço político à direita, lembrando que “os votos não são de ninguém”. Sublinhou ainda que o CDS deve afirmar-se pelo serviço prestado às famílias, empresas e ao país, justificando assim a participação do partido no Governo em áreas de soberania.

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