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De acordo com o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI, sigla em inglês), os constrangimentos estão a afetar países como França, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha e Grécia. O sistema, que entrou plenamente em vigor na passada sexta-feira no espaço Schengen, obriga cidadãos de países não europeus, como o Reino Unido, a registarem dados pessoais e biométricos, incluindo fotografia e impressões digitais, à entrada e saída da União Europeia.
O diretor da divisão europeia do ACI, Olivier Jankovec, alertou que a situação poderá agravar-se com a aproximação do verão. “Nas próximas semanas, e certamente durante os meses de pico, isto será simplesmente ingovernável”, afirmou ao Financial Times, acrescentando que os tempos de espera já são significativos mesmo com o tráfego ainda em crescimento.
Em Milão, mais de 100 passageiros ficaram em terra após não conseguirem passar o controlo de passaportes a tempo de embarcar num voo para Manchester, escreve o The Guardian. O tempo médio de registo pode variar entre 70 segundos, como indica a Comissão Europeia, mas o ACI diz que pode demorar até cinco minutos em picos.
Apesar das críticas, Bruxelas garante que o sistema está a funcionar “muito bem” na maioria dos Estados-membros, admitindo apenas alguns problemas técnicos pontuais que estão a ser resolvidos. Ainda assim, o ACI já pediu maior flexibilidade, incluindo a possibilidade de suspender temporariamente os controlos biométricos em situações de congestionamento extremo.
Em Portugal, a Polícia de Segurança Pública (PSP) suspendeu no sábado, 11 de abril, a recolha de dados biométricos nas partidas dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, apenas um dia após a entrada em funcionamento total do sistema.
A medida surge na sequência de longas filas e atrasos significativos que estavam a colocar em risco o embarque de passageiros. Segundo a PSP, a suspensão aplica-se apenas às partidas, mantendo-se os controlos biométricos nas chegadas.
O objetivo é reduzir os tempos de espera e evitar o agravamento do caos nos aeroportos nacionais, numa altura de grande fluxo de viajantes a sair do espaço Schengen.
Esta não é a primeira vez que Portugal enfrenta dificuldades com o EES. Desde o início da sua implementação faseada, em 2025, têm sido registados vários constrangimentos operacionais, levando já à adoção de medidas de contingência.
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