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A informação foi divulgada durante a sessão “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, onde o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, apresentou alguns dos principais elementos do relatório técnico entregue pela ANA ao Governo na semana passada.
A nova estação ferroviária do Aeroporto Luís de Camões será integrada na rede nacional e deverá ser servida por quatro linhas e três plataformas. O projeto prevê ligações diretas de longo curso a várias regiões do país, aproximando o novo aeroporto não apenas da Área Metropolitana de Lisboa, mas também de outras zonas do território.
Segundo os dados apresentados, a estimativa oficial aponta para que cerca de 20 milhões de passageiros por ano utilizem serviços ferroviários para chegar ou sair do novo aeroporto.
A componente ferroviária é considerada uma das peças centrais do projeto, numa tentativa de garantir que Alcochete não dependa exclusivamente do transporte rodoviário e que consiga responder ao aumento esperado da procura.
A ligação deverá beneficiar também da expansão da rede ferroviária nacional, incluindo os projetos associados à alta velocidade Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid.
Aeroporto abre com capacidade para 56 milhões de passageiros
O relatório técnico entregue pela ANA prevê que o Aeroporto Luís de Camões entre em funcionamento com capacidade para receber cerca de 56 milhões de passageiros por ano.
A primeira fase do projeto inclui duas pistas e um terminal com aproximadamente 500 mil metros quadrados.
A infraestrutura foi pensada com possibilidade de expansão futura, permitindo aumentar a capacidade operacional caso a procura continue a crescer nas próximas décadas.
O custo previsto para a construção do novo aeroporto situa-se agora entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024.
O valor representa uma atualização face à estimativa apresentada pela ANA em 2025, quando a concessionária apontava para um investimento global de cerca de 8,5 mil milhões de euros.
O financiamento deverá enquadrar-se no modelo da concessão aeroportuária, sem uma participação direta prevista do Orçamento do Estado.
Obras começam em 2029 e abertura acontece em 2037
O calendário apresentado pela ANA prevê que a construção do Aeroporto Luís de Camões comece em 2029 e esteja concluída até 2033.
Depois dessa fase serão necessários trabalhos de testes, certificação e preparação operacional, antes da abertura ao tráfego comercial.
A entrada em funcionamento está prevista para meados de 2037, sendo que o avanço do calendário depende ainda da conclusão das várias etapas de aprovação, incluindo a entrega do Estudo de Impacte Ambiental ao Governo, prevista para o final deste mês.
Com a ligação ferroviária em 20 minutos ao centro da capital, duas pistas na fase inicial e capacidade para dezenas de milhões de passageiros, o Aeroporto Luís de Camões pretende substituir progressivamente o Aeroporto Humberto Delgado, na Portela.
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