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De acordo com a Polícia Militar do estado do Acre, o adolescente utilizou uma pistola que pertencia ao padrasto e conseguiu entrar sem dificuldades por ser aluno da própria escola. Do ataque resultaram as mortes de duas supervisoras da instituição, enquanto outras duas pessoas ficaram feridas, segundo a BBC.
Após efetuar vários disparos, o agressor acabou por se entregar às autoridades, apesar de ainda dispor de munições, quando a polícia chegou ao local em resposta aos pedidos de socorro.
Os ataques armados em escolas têm-se tornado mais frequentes no Brasil nos últimos anos. Um estudo intitulado “Ataques de violência extrema nas escolas do Brasil”, elaborado por investigadores da Universidade Estadual Paulista e da Universidade de Campinas, registou 42 ocorrências entre 2001 e 2024, que provocaram 38 mortos. Segundo o mesmo estudo, 64% dos casos ocorreram entre 2022 e 2024, com dez ataques em 2022, doze em 2023 e cinco em 2024.
Perante o aumento destes episódios, o Governo brasileiro apresentou ao Congresso uma proposta de lei para classificar ataques em escolas como “crime hediondo” e agravar as penas de prisão em quase um terço.
Em outubro de 2023, após um tiroteio numa escola em São Paulo que causou uma morte e três feridos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que não se pode considerar normal o acesso de jovens a armas. Crítico da flexibilização do porte e posse de armas promovida pelo seu antecessor, Jair Bolsonaro, Lula revogou, no início do seu terceiro mandato em janeiro de 2023, várias medidas que facilitavam esse acesso.
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