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A notícia é avançada pelo jornal Expresso que reforça que o antigo adjunto da ministra do PS é indiciado por 572 crimes de pornografia com menores, quatro crimes de pornografia de menores (filmado pelo próprio) e dois crimes de abuso sexual de crianças.
Sabe-se também que o ex-adjunto integrou 13 grupos fechados em plataformas de mensagens, que se dedicavam a ver e a partilhar ficheiros de pornografia infantil do Signal e do Telegram, com nomes como 'boys and Boys Only' ou 'Ninos y Adolescentes', e foram encontrados nos seus dispositivos “pelo menos 572 ficheiros”, alguns deles armazenados de forma oculta mas que acabaram por ser descobertos pelas autoridades.
A PJ tem fortes suspeitas de que o advogado de 38 anos, que foi detido por suspeitas de crimes de pedofilia, "já se dedicava a este tipo de práticas suspeitas" durante o ano de 2023. Ou seja, quando entrou para as suas novas funções públicas ministeriais Paulo Abreu dos Santos filmava e partilhava ficheiros de cariz pornográfico envolvendo menores de idade.
No interrogatório, Paulo Abreu dos Santos disse ser “consumidor de pornografia”, mas negou partilhas ou vendas, explicação que não convenceu a juíza. Ficou detido devido a perturbação grave da ordem e da tranquilidade pública, de continuação da atividade criminosa e de ocultação de provas.
Um dos dois computadores apreendido nas buscas judiciais tinha instalado o programa uTorrent, usado especificamente para fazer downloads e partilhas em grande escala desses vídeos, em que as vítimas são desde adolescentes com menos de 14 anos, até crianças com 4 anos.
O advogado Marco Antão renunciou à defesa do antigo adjunto por “objeção de consciência”, e segundo o Expresso esta terça-feira, “o facto de estarem em causa este tipo de crimes sexuais envolvendo menores de idade terá pesado na decisão”.
Segundo a TVI/CNN Portugal, Paulo Abreu dos Santos terá confessado abusos a “pelo menos duas crianças portuguesas” e foi suspenso das funções docentes na faculdade onde dava aulas, que recolhe “informações relevantes” e colabora com as autoridades.
O inquérito foi instaurado em abril de 2024, após alerta da Homeland Security Investigation à Polícia Judiciária a qual coadjuva o Ministério Público na investigação.
O advogado foi entretanto suspenso da faculdade onde dava aulas. A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa está a recolher "informações relevantes" e a colaborar com as autoridades, disse a instituição em comunicado.
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