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Andy Burnham é oficialmente o líder do Partido Trabalhista do Reino Unido. Depois de uma candidatura única, sucede ao antigo primeiro-ministro Keir Starmer, garantindo que está pronto e que o novo governo será “verdadeiramente trabalhista”.
O ex-presidente da Câmara de Manchester conseguiu o apoio de 379 dos 403 membros da bancada parlamentar do partido. Esta eleição para a liderança dos Trabalhistas acontece após duas derrotas, uma em 2010 frente a Ed Miliband e outra em 2015 contra Jeremy Corbyn.
A eleição garante a Burnham também o lugar de primeiro-ministro, uma vez que o partido tem um mandato até 2029 e que a troca de líder não obriga a eleições antecipadas. Agora, espera-se que Starmer formalize a demissão na próxima semana e que o rei Carlos III convide o novo líder do Partido Trabalhista a formar governo.
Num discurso para os britânicos e os Trabalhistas, Burnham prometeu um novo rumo, com um maior controlo público em setores como a habitação, a água, a energia e os transportes. "As quatro décadas de neoliberalismo que tiveram início na década de 1980 não foram favoráveis aos locais que deram origem ao nosso partido, nem às comunidades de todo o Reino Unido, tanto nas zonas rurais como nas zonas costeiras", afirmou.
O futuro primeiro-ministro quer renovar a economia e reindustrializar o Reino Unido. Além disso, comprometeu-se a devolver a esperança aos britânicos e a união ao Partido Trabalhista. "Podemos ser aquele partido que coloca mais poder nas mãos das pessoas, promove um crescimento positivo em todos os códigos postais, e traz esperança a todos os corações, que faz com que o país volte a unir-se e ultrapasse as divisões dos últimos anos", garantiu Burnham.
O ex-presidente da Câmara de Manchester garante que não vai mudar e que o registo da liderança próxima é para manter. “Tenho um estilo. É o meu estilo. Vou manter-me sempre com os pés no chão, próximo das pessoas”.
Andy Burnham chega à liderança dos Trabalhistas após a renúncia de Keir Starmer, a 22 de junho. O primeiro-ministro cessante, que venceu as eleições nas Legislativas de 2024 e conseguiu pôr fim a 14 anos de governação do Partido Conservador, saiu na sequência de uma onda crescente de pressão do partido para que abrisse caminho ao novo líder.
Esta é a sétima mudança que acontece em Downing Street nos últimos 10 anos, sendo o reflexo da instabilidade que se vive no Reino Unido.
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