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O jornal Observador avança que a Gulf Med garante ter "praticamente reunidas as condições para — dentro daquelas que são as suas competências neste contrato — iniciar as operações ao abrigo do contrato resultante do concurso público no próximo dia 1 de novembro”.
Mas, do lado do INEM, não está nada garantido, admitindo que tem os quatro aparelhos a funcionar de forma ininterrupta dentro de algumas semanas: “sobre a entrada em funcionamento em pleno do SHEM do INEM, a mesma acontecerá dentro de poucas semanas“, adianta o INEM.
De recordar que no início do ano, a empresa maltesa Gulf Med e o INEM assinaram um contrato, decorrente de um concurso público internacional, que previa o funcionamento em pleno de quatro helicópteros durante cinco anos, por um valor de cerca de 77,5 milhões de euros.
Apesar do contrato e apercebendo-se de que não conseguiria garantir a totalidade da operação na data de início do contrato, a 1 de julho (por falta de pilotos e helicópteros disponíveis em número suficiente e devido à demora na concessão de visto por parte do Tribunal de Contas, que só foi emitido a 30 de junho), a Gulf Med firmou um contrato de ajuste direto com o INEM e que previa o início faseado da operação – com dois helicópteros a operar durante 12 horas em Macedo de Cavaleiros e Loulé e um outro a operar em Évora a partir de dia 16 de julho.
Mesmo com o novo calendário, a empresa maltesa não conseguiu totalmente cumprir os termos acordados, uma vez que o terceiro helicóptero só começou a funcionar na base de Évora 56 horas depois do previsto no contrato.
O contrato de ajuste direto, com um valor de cerca de quatro milhões de euros, tem um período máximo de vigência de quatro meses, pelo que, antes de o Tribunal de Contas (TdC) decidir pela sua anulação a Gulf Med tinha previsto o início da operação a partir do momento em que o ajuste direto cessasse.
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