Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Na intervenção, o monarca partilhou aquilo que descreveu como “boas notícias”, explicando que o progresso alcançado resulta de “diagnóstico precoce, intervenção eficaz e cumprimento das ordens médicas”. O rei britânico acrescentou ainda que este marco é “uma bênção pessoal e um testemunho dos avanços notáveis nos cuidados oncológicos nos últimos anos”, esperando que possa servir de inspiração para “os 50% de nós que serão diagnosticados com a doença em algum momento das nossas vidas”.

O rei reiterou a importância da deteção precoce, e lembrou que um diagnóstico pode ser avassalador: “Sei pela minha própria experiência que um diagnóstico de cancro pode parecer esmagador”. No entanto, sublinhou que “a deteção precoce é a chave que pode transformar as jornadas de tratamento, dando tempo inestimável às equipas médicas e, aos pacientes, o precioso dom da esperança.”

Carlos III alertou ainda que “pelo menos nove milhões de pessoas no país não estão em dia com os rastreios oncológicos disponíveis para elas”, indicando que são “nove milhões de oportunidades de diagnóstico precoce que estão a ser perdidas”. Exemplificando, recordou que “quando o cancro do intestino é detetado na fase mais precoce, cerca de nove em cada dez pessoas sobrevivem pelo menos cinco anos. Quando diagnosticado tardiamente, esse número cai para uma em cada dez. A deteção precoce, simplesmente, salva-vidas.”

Após a transmissão, um porta-voz do Palácio de Buckingham confirmou que o rei “respondeu excecionalmente bem ao tratamento” e que os cuidados médicos passarão agora para “uma fase de precaução”.

Carlos III anunciou o diagnóstico em fevereiro de 2024 e, durante meses, suspendeu compromissos públicos, mantendo apenas funções de Estado dentro do palácio. Regressou às atividades oficiais em abril do ano passado, altura em que visitou o Macmillan Cancer Centre, em Londres, e falou do “choque” inicial que sentiu ao receber a notícia da doença.

A natureza específica do cancro não foi revelada. Segundo a Sky News, fontes oficiais justificam essa decisão com a intenção de evitar que um tipo de cancro receba mais atenção do que outros.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, elogiou a mensagem, classificando-a como “uma mensagem poderosa” e afirmou: “Falo pelo país inteiro quando digo que estou muito feliz por saber que o tratamento será reduzido no próximo ano. O rastreio precoce salva vidas.”

A correspondente da Sky News para assuntos reais, Laura Bundock, descreveu a atualização como “um raro, mas positivo desenvolvimento”, assinalando que a escolha de falar pessoalmente e neste momento demonstra um compromisso crescente da família real com maior transparência em questões de saúde — uma mudança reforçada este ano pelo relato público da experiência da princesa de Gales, Catherine.

Na sua mensagem, Carlos reconheceu ainda que muitos evitam rastreios por receio ou desconforto: “As pessoas imaginam que pode ser assustador, embaraçoso ou incómodo.” Porém, sublinhou que “alguns momentos de inconveniente são um pequeno preço a pagar pela tranquilidade que vem para a maioria das pessoas”.

O rei deixou ainda palavras de gratidão: “Os momentos mais sombrios da doença podem ser iluminados pela maior compaixão. Mas a compaixão deve vir acompanhada de ação”.

E terminou com um apelo à população: “Neste dezembro, enquanto refletimos sobre o ano que passou, rezo para que cada um de nós possa comprometer-se, como parte das resoluções para o próximo ano, a ajudar a detetar o cancro cedo. A sua vida — ou a vida de alguém que ama — pode depender disso”.

__

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.