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De acordo com a OIC, revela o Notícias ao Minuto, o índice composto de preços situou-se em 326,38 centavos de dólar por libra (cerca de 282,14 cêntimos de euro por 453 gramas). A organização destacou vários fatores que contribuíram para a volatilidade do mercado, desde negociações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil até problemas de produção e logística em várias regiões produtoras.
Entre os elementos que mais influenciaram os preços está a potencial redução das tarifas sobre o café brasileiro pela administração norte-americana de Donald Trump, que prevê um acordo “em breve”. A expectativa de um alívio tarifário tem gerado movimentos especulativos, apesar dos sinais de abrandamento do consumo mundial.
Em contrapartida, a produção tem sido penalizada por diversos fenómenos climáticos: o furacão Melissa afetou plantações na América Central, enquanto o tufão Kalmaegi atingiu o Vietname, as Filipinas e o Camboja. No Brasil, principal exportador mundial, as escassas chuvas nas regiões produtoras e a falta de mão de obra também contribuíram para a pressão sobre a oferta. A estes fatores somam-se ainda restrições logísticas, como a escassez de contentores e os atrasos no Canal do Suez.
Entre as principais variedades, o café suave colombiano registou uma ligeira descida de 0,1%, para 403,25 centavos por libra (348,62 cêntimos de euro), enquanto outros cafés suaves subiram 0,9%, atingindo 403,79 centavos (349,09 cêntimos).
O café robusta valorizou 2%, para 215,06 cêntimos (185,95 cêntimos de euro), e o café natural brasileiro recuou 0,4%, para 373,47 cêntimos (322,95 cêntimos de euro).
No mês de setembro, as exportações mundiais de grãos verdes totalizaram 9,94 milhões de sacos de 60 quilos, um recuo marginal de 0,2% face a setembro de 2024.
As vendas de café natural brasileiro diminuíram 21,9%, para 3,19 milhões de sacos, enquanto as de robusta aumentaram 23%, atingindo 3,67 milhões. Já as exportações de café suave colombiano cresceram 7% (1,07 milhões de sacos) e as de outros cafés suaves aumentaram 6,1%, para dois milhões de sacos.
Por regiões, as exportações da América do Sul caíram 13,9%, para 5,67 milhões de sacos, ao passo que as da Ásia e Oceânia subiram 29,3% (3,05 milhões). O continente africano registou um aumento de 3,2% (1,49 milhões), enquanto o México e a América Central viram as suas exportações recuar 14,6%, para 0,79 milhões de sacos.
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