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As comemorações incluem iniciativas académicas, culturais e cívicas que pretendem reler Camões à luz da sociedade contemporânea, promovendo um diálogo entre tradição e modernidade, de acordo com o comunicado enviado às redações.

“Celebrar Camões é celebrar a língua portuguesa como instrumento de pensamento, de liberdade e de futuro”, afirma António de Lencastre Bernardo, presidente do Conselho de Administração do Grupo Autónoma.

Maria Isaac junta-se ao É Desta Que Leio Isto no próximo encontro, marcado para dia 30 de outubro, uma quinta-feirapelas 21h00. Consigo traz "As histórias que nos matam", o seu mais recente livro, publicado pela Porto Editora.

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Exposições e iniciativas culturais

Entre as várias atividades, destaca-se a exposição “Camões na Arte e Memória: Um Modernista Redescobre o Poeta”, patente até 10 de abril de 2026. A mostra é dedicada à obra do escultor Joaquim Correia (1920–2013) e apresenta um conjunto de desenhos aguarelados e outras técnicas, nas quais o artista explora as inquietações do processo criativo, evocando direta e indiretamente a figura de Camões.

Nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, realiza-se o ciclo de conferências “Editar Camões”, que reunirá investigadores e especialistas como Isabel Alçada, Vítor Serrão e Rui Vieira Nery. O encontro visa discutir os desafios, critérios e caminhos da edição crítica das obras camonianas, abordando o modo como o texto de Camões tem sido preservado, interpretado e recontextualizado ao longo dos séculos.

A programação prossegue a 14 de janeiro de 2026, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa a interpretar o “Requiem em memória de Camões”, da autoria de João Domingos Bomtempo, considerado o primeiro grande impulsionador da música orquestral em Portugal.

Camões e a construção da identidade nacional

Ainda no âmbito das celebrações, será lançado, em setembro de 2025, o livro “A Construção do Herói Nacional”, uma obra que analisa o processo histórico e cultural através do qual se foram definindo e fixando os heróis nacionais portugueses, com especial foco na figura simbólica de Camões enquanto emblema da identidade e da memória coletiva.

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