Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Esta semana, três pessoas foram detidas por conspiração terrorista para cometer um crime contra pessoas, no âmbito de uma nova investigação ligada a Salah Abdeslam, o único sobrevivente do comando terrorista responsável pelos ataques, avança a RTP.

As detenções surgiram após a descoberta de uma pen USB na posse de Abdeslam com cânticos jihadistas, o que constitui uma violação grave das restrições impostas à prisão perpétua. Uma das detidas, uma mulher francesa convertida ao islamismo radical e alegada companheira de Abdeslam, foi inicialmente presa para interrogatório e permanece sob detenção prolongada, numa decisão considerada excecional pela Procuradoria Antiterrorismo francesa, invocando risco iminente de ataque.

Isto acontece na mesma altura em que Paris se prepara para assinalar o 10.º aniversário dos atentados com uma cerimónia oficial no novo Jardim da Memória, junto à Câmara Municipal, que reunirá o presidente Emmanuel Macron, sobreviventes, familiares das vítimas e associações como Life for Paris e 13Onze15.

O evento, dirigido artisticamente por Thierry Reboul — responsável pela cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 — e com direção musical de Victor Le Masne, contará com um “réquiem laico” intitulado Requiem das Luzes, interpretado pela Orquestra da Guarda Republicana e pelo Coro da Radio France. A cerimónia, transmitida em direto pela TF1 e France 2, evocará os seis locais dos ataques através de elementos de pedra e vegetação, simbolizando a memória e a renovação da vida.

Os atentados de 2015 começaram junto ao Stade de France, onde dois bombistas suicidas detonaram explosivos durante um jogo entre França e Inglaterra, ao qual assistia o então presidente François Hollande. Seguiram-se ataques com metralhadoras contra restaurantes movimentados e, por fim, o massacre na sala de concertos Bataclan, onde 80 reféns foram mantidos sob ameaça até os terroristas detonarem coletes explosivos. O grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria no dia seguinte, descrevendo o ataque como uma resposta à intervenção militar francesa na Síria.

Uma década depois, o bairro de Molenbeek, em Bruxelas — de onde provinham vários dos terroristas, incluindo Abdeslam e o mentor Abdelhamid Abaaoud — tenta reabilitar a sua imagem. Ainda marcado pela associação ao extremismo islâmico e à exclusão social, o distrito belga procura reinventar-se e até candidatou-se ao título de Capital Europeia da Cultura 2030, segundo o France24, como símbolo de transformação e resistência.

__

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.